Fiz um drama básico no texto anterior e a verdade é que vou continuar fazendo pra botar uma pilha e as pessoas não desanimarem.
Na verdade, vou começar contando que fui comprar cd virgem e a menina do balcão, que era uma conhecida dos tempos de colégio, me perguntou:
- E aí? Terminou a UnB?
- Pow! Terminei sim, nossa foram 7 anos mas tem um ano já.
- Ciências Políticas né?
1 min de silêncio... Lembrei que era isso que sonhei em fazer, lembrei da greve que fiz na aula de matemática no 1 ano, pq o professor era um idiota. Não deixei ninguém entrar na sala... Depois lembrei q fui representante de turma 2 vezes, que ajudei a instituir e que participei do Grêmio Provisório da escola enquanto não se formava um grêmio permanente,que fui da comissão de formatura... Lembrei dos bilhetinhos, que ainda tenho guardados, com as promessas de voto se eu me candidatasse a presidente do Brasil e tbm dos desaforados perguntando sobre meu parentesco com Fidel Castro e outras figurinhas do nipe.
- Não. Não fiz Ciências Políticas, só mudei o meu jeito de mudar o mundo! E balancei a o cd na mão.
E já que não mudei de ideia, apenas de estratégia; aí vão algumas novidades:
Meus pequeninos da 1 série estão aprendendo "Feira de Mangaio". Já decoraram a primeira parte e estamos nos divertindo descobrindo tudo que tem na feira do seu Sivuca e da dona Glorinha Gadelhas. Eles já sabem o que é um trio de forró e conseguiram, não sem alguma dificuldade, identificar os outros instrumentos que são executados na canção.
Os meninos do 2 série estão me dando um pouco mais de trabalho, a idade deles é um pouco mais chata, mas estamos aprendendo "O Xote das Meninas" e como eles estavam MUITO chatos botei eles para copiarem no caderno a letra da canção. Na única turma que mereceu a xerox, nós estamos falando sobre crescer e como isso às vezes é difícil! (Na minha escola muitas regras mudam da 1 para a 2 série). Mas falamos também sobre o Luiz Gonzaga e sobre a formação tradicional das bandas de forró.
Na 3 série a gente está vendo "A Ciranda da Bailarina", conceituamos compositor, intérprete, letrista, canção e música. Tenho certeza que ngm nunca mais vai dizer que essa música é da Adriana Calcanhoto. =)
Já na 4 série a gente está estudando o Chico Buarque. Eles fizeram um trabalho de pesquisa e cada aluno levou a letra de uma canção, leu em voz alta e explicou porque escolheu aquela canção. Algumas delas eu cantei alguns trechos, outras eu expliquei algumas imagens que ele utiliza, falamos um pouco sobre a ditadura e sobre a maneira que o Chico tinha de codificar suas canções. Bom, nesse dia descobri que além do Justin Bieber e da Lady Gaga eu vou ter um outro grande desafio: os pais deles! Apareceu uma mãe FURIOSA na escola dizendo q o avô do menino era militar, que a música "A Banda" estava falando de coisas alegres e que eu não tinha o direito de expressar a minha opinião pessoal na sala. Eu não vou nem comentar né?! Deixa os 3 pontinhos falarem por si mesmos: ...
É isso! Convoquei os professores de teatro e os outros professores de música da escola a me ajudarem a pensar em uma apresentação simples e bonita para o dia 13 de maio (Abolição da Escravatura) para lembrar de um momento ruim da história mas que a gente pode e deve aprender com ele para acabar com toda a forma de preconceito existente. =)
Ah! Lembrei de uma coisa que vi, outra que ouvi falar e que NÃO PODE!!! Se a gente não brigar, NIGUÈM vai:
1. O q eu vi: show de música ao vivo em um barzinho que não cobra couvert, o pessoal do bar passar um chapéu pedindo contribuição espontânea. NÃO PODE!!!! Gente! Já falei isso pra umas 10 pessoas e falo de novo: se a gente n se valorizar, ngm vai!!! A gente se mata de estudar n é pra pedir "colaboração" de ngm n! Chapéu tem a ideia de esmola! Não pode! Ngm nunca viu passar chapéu pra colaborar com o arquiteto q fez o desenho do prédio. O desenho dele ficou tão legal né?! Não aceitem!!!
2. Casa q cobra couvert e não repassa para os músicos. Esse eu só ouvi falar, estou averiguando mas se você for tocar em um lugar assim NÃO ACEITA!!! Se quer cobrar uma taxa, chama de outra coisa pq se não vai parar na mão do músico é propaganda enganosa! Pq o cliente paga achando q está pagando o músico. Se isso não acontece, reclame! Sai fora, arranja outro lugar pra tocar!
No mais estamos com um projeto eu, Mayara e Nathália de fazer um show juntas. Não um grupo vocal, isso não. Mas 3 cantoras solistas brincando juntas. Isso foi uma das coisas mais maravilhosas que ficou pra mim do curso de verão desse ano, pena que muita gente não entendeu, eu achei lindo! A Suely Mesquita e a Clarisse Grova fizeram o show juntas! Tinham sim MUITOS bons músicos na escola a disposição, mas elas optaram, por um motivo ou por outro por fazerem juntas! =) Pra mim isso demonstrou uma coisa linda que falta muito nos músicos de hoje em dia: parceria. A gente não precisa disputar um espaço, CABE TODO MUNDO!
Vamo q vamo!!!
Morena - fev/11
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Uma noite de um "dia útil"
São 19h quando acordo meio sem vontade de levantar. Nem acredito que já está na hora e talvez por isso mesmo volte a dormir como se não fosse nada.
19:30h eu abro os olhos novamente e resolvo me mexer, afinal ela é linda e hoje é aniversário dela...
Tomo um banho rápido e procuro algo bem confortável para vestir, estou mesmo passada e não pretendo demorar, mas ela me chamou duas vezes e eu tenho que ir.
Tenho péssimas ideias para rechear uma pizza e resolvo que uma doce não é má ideia, mas já estou sem paciência quando não encontro banana e resolvo levar maçã e leite condensado: nada pode ficar ruim com leite condensado, certo?
Minha mãe não está passando bem, mas sei que daqui a pouco a amiga que está passando um tempo aqui, vai chegar; então resolvo sair assim mesmo depois de voltar duas vezes para comprar soro com gosto disso e daquilo... Não vou demorar e além disso, qualquer coisa ela liga.
São 21h quando finalmente consigo chegar. De longe já posso escutar a sanfona e a zabumba e involuntáriamente apresso meu passo como se estivesse tão atrasada que chegasse apenas para o findar dos trabalhos.
Vou entrando assim pela sala como se já conhecesse o ambiente e encontro o mestre Sivuquinha com seu acordeon acompanhando seu Zé do Pife. Mal apoio a bolsa no instrumento e já estou com o mic na mão cantando nem sei bem o que, mas lá estou eu! =)
Quando dou por mim está todo mundo em volta, tem triângulo, zabumba, 3 pandeiros, caixa, palma, pé no chão, pife, ganzá e uma infinidade de outras brincadeiras acontecendo ali a minha volta. Uma cena de quadro! E eu frustrada lembrando do menino que levou minha máquina e eu sem poder registrar aquele momento, aquela energia!
Não gosto de álcool, acho que justamente por ele mostrar o interior das pessoas, ele atrapalha a gente de conhece-las! Porque se o interessante no final das contas é justamente conquistar as camadas, galgar no íntimo da personalidade de cada um e compreender os porquês dos comportamentos e a maneira como eles foram voluntariamente apresentados a você! Pois bem, foi uma noite maravilhosa! Praticamente sem álcool! Poucas taças de vinho e quase nenhuma lata de cerveja. =)
O tempo foi passando e eu já me sentia intrusa no ambiente musical, fominha! heh, até o seu Zé do Pife pedir para levar algumas músicas com as belas juvelinas. Me retiro sem me retirar sabe? Quando você fica ali no cantinho de espreita? Daí a pouco tinha um ganzá de uns 30 cm na mão, depois peguei o triângulo, toquei meu tantan de papel, brinquei com o pandeiro, voltei a cantar... nó! Me senti uma criança logo depois de abrir mil presentes de natal!
A hora foi passando, cantei choros, forrós tantos e o tempo todo conferia o celular para saber se mamãe precisava de mim. Bom, não ligou, e a Nenza está em casa. Quando finalmente decidi ir ouço numa voz suave Nelson Cavaquinho... não posso ir! E as bossas invadem o ambiente quando crio forças e já estou me despedindo. Bem nessa hora vem Clara Nunes... Maldade! Tenho que sentar no chão e puxar o tantan porque sinto falta da batida do meu coração exposta a quem tiver sensibilidade de ouvir... Pego o pandeiro e troco de mão mil vezes pela incapacidade de segurar por tanto tempo, no final já estou com ele no colo batendo só os graves.
A rabeca, iluminada vem dar uma cor diferente para a madrugada e eu toco de olhos fechados o que quer que seja que arrumei para segurar, mas não posso relaxar e penso que além de indisposta minha mãe ter que ficar acordada para se preocupar comigo é no mínimo injusto!
São 3h da manhã de uma sexta-feira quando me levanto contrariada e começo a me despedir dos poucos presentes da sala. Quase não comi, não tive tempo!, e minha garganta, que começou a noite rouca, me promete retaliação.
Mesmo assim dirijo contente para casa e grata pela bela noite musical que tive! Pela linda menina que, em pleno século XXI separou um tempo de comemorar seu aniversário numa quinta-feira e não se ocupou com o dia seguinte, mas apenas em receber amigos e música num ambiente lindo e aconchegante.
Agradecida! =)
Morena fev/11
19:30h eu abro os olhos novamente e resolvo me mexer, afinal ela é linda e hoje é aniversário dela...
Tomo um banho rápido e procuro algo bem confortável para vestir, estou mesmo passada e não pretendo demorar, mas ela me chamou duas vezes e eu tenho que ir.
Tenho péssimas ideias para rechear uma pizza e resolvo que uma doce não é má ideia, mas já estou sem paciência quando não encontro banana e resolvo levar maçã e leite condensado: nada pode ficar ruim com leite condensado, certo?
Minha mãe não está passando bem, mas sei que daqui a pouco a amiga que está passando um tempo aqui, vai chegar; então resolvo sair assim mesmo depois de voltar duas vezes para comprar soro com gosto disso e daquilo... Não vou demorar e além disso, qualquer coisa ela liga.
São 21h quando finalmente consigo chegar. De longe já posso escutar a sanfona e a zabumba e involuntáriamente apresso meu passo como se estivesse tão atrasada que chegasse apenas para o findar dos trabalhos.
Vou entrando assim pela sala como se já conhecesse o ambiente e encontro o mestre Sivuquinha com seu acordeon acompanhando seu Zé do Pife. Mal apoio a bolsa no instrumento e já estou com o mic na mão cantando nem sei bem o que, mas lá estou eu! =)
Quando dou por mim está todo mundo em volta, tem triângulo, zabumba, 3 pandeiros, caixa, palma, pé no chão, pife, ganzá e uma infinidade de outras brincadeiras acontecendo ali a minha volta. Uma cena de quadro! E eu frustrada lembrando do menino que levou minha máquina e eu sem poder registrar aquele momento, aquela energia!
Não gosto de álcool, acho que justamente por ele mostrar o interior das pessoas, ele atrapalha a gente de conhece-las! Porque se o interessante no final das contas é justamente conquistar as camadas, galgar no íntimo da personalidade de cada um e compreender os porquês dos comportamentos e a maneira como eles foram voluntariamente apresentados a você! Pois bem, foi uma noite maravilhosa! Praticamente sem álcool! Poucas taças de vinho e quase nenhuma lata de cerveja. =)
O tempo foi passando e eu já me sentia intrusa no ambiente musical, fominha! heh, até o seu Zé do Pife pedir para levar algumas músicas com as belas juvelinas. Me retiro sem me retirar sabe? Quando você fica ali no cantinho de espreita? Daí a pouco tinha um ganzá de uns 30 cm na mão, depois peguei o triângulo, toquei meu tantan de papel, brinquei com o pandeiro, voltei a cantar... nó! Me senti uma criança logo depois de abrir mil presentes de natal!
A hora foi passando, cantei choros, forrós tantos e o tempo todo conferia o celular para saber se mamãe precisava de mim. Bom, não ligou, e a Nenza está em casa. Quando finalmente decidi ir ouço numa voz suave Nelson Cavaquinho... não posso ir! E as bossas invadem o ambiente quando crio forças e já estou me despedindo. Bem nessa hora vem Clara Nunes... Maldade! Tenho que sentar no chão e puxar o tantan porque sinto falta da batida do meu coração exposta a quem tiver sensibilidade de ouvir... Pego o pandeiro e troco de mão mil vezes pela incapacidade de segurar por tanto tempo, no final já estou com ele no colo batendo só os graves.
A rabeca, iluminada vem dar uma cor diferente para a madrugada e eu toco de olhos fechados o que quer que seja que arrumei para segurar, mas não posso relaxar e penso que além de indisposta minha mãe ter que ficar acordada para se preocupar comigo é no mínimo injusto!
São 3h da manhã de uma sexta-feira quando me levanto contrariada e começo a me despedir dos poucos presentes da sala. Quase não comi, não tive tempo!, e minha garganta, que começou a noite rouca, me promete retaliação.
Mesmo assim dirijo contente para casa e grata pela bela noite musical que tive! Pela linda menina que, em pleno século XXI separou um tempo de comemorar seu aniversário numa quinta-feira e não se ocupou com o dia seguinte, mas apenas em receber amigos e música num ambiente lindo e aconchegante.
Agradecida! =)
Morena fev/11
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O que é que tem?
Saí do MSN, desliguei o note e fui para a casa da minha tia, cheguei lah e a tv estava ligada.
A Camila Pitanga eh maravilhosa... fiquei assistindo ela caminhar de branco, batom vermelho e quando penso que n ela dá um beijo no Lázaro Ramos:
"o que foi isso? Um pedido de casamento?... É só um beijo! E eu poderia ficar com você quantas vezes o desejo permitisse. Mas você é sempre tão cheio de regras que não permite que as coisas fluam, que aconteçam..."
Tive que rir. Quis cutucar, mas acho que já o fiz: esse texto é meu. Mesmo assim faz parecer que sou "moderninha" quando, na verdade, não sou. Dizem que sou diferente, mas para mim isso quer dizer antiga. Só isso. Parece que sou tão "anti romântica" que dou a volta e acabo sendo a maior de todas... Mas você, eu só queria por perto, do jeito que der para ser, mas minha boca adolescente sofre muito sem seus beijos, que podem começar sendo apenas beijos! Porque se você é difícil de se apaixonar, eu também sou.
Pena que você não vai ler isso...
"Deixa que diga, que pense, que fale, deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem? Não tô fazendo nada, você também! Faz mal bater um papo assim gostoso com alguém?"
Morena fev/11
A Camila Pitanga eh maravilhosa... fiquei assistindo ela caminhar de branco, batom vermelho e quando penso que n ela dá um beijo no Lázaro Ramos:
"o que foi isso? Um pedido de casamento?... É só um beijo! E eu poderia ficar com você quantas vezes o desejo permitisse. Mas você é sempre tão cheio de regras que não permite que as coisas fluam, que aconteçam..."
Tive que rir. Quis cutucar, mas acho que já o fiz: esse texto é meu. Mesmo assim faz parecer que sou "moderninha" quando, na verdade, não sou. Dizem que sou diferente, mas para mim isso quer dizer antiga. Só isso. Parece que sou tão "anti romântica" que dou a volta e acabo sendo a maior de todas... Mas você, eu só queria por perto, do jeito que der para ser, mas minha boca adolescente sofre muito sem seus beijos, que podem começar sendo apenas beijos! Porque se você é difícil de se apaixonar, eu também sou.
Pena que você não vai ler isso...
"Deixa que diga, que pense, que fale, deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem? Não tô fazendo nada, você também! Faz mal bater um papo assim gostoso com alguém?"
Morena fev/11
domingo, 23 de janeiro de 2011
Ao fazer musical dessa nova década do séc XXI
Assim, no meio de um vôo, atrasado por sinal, indo sozinha para a oficina de música em Curitiba; depois de freqüentar um dos melhores cursos de verão da vida; de reencontrar antigos parceiros, antigos amigos; de ter ouvido conselhos e opiniões das divinas Clarisse Grova e Suely Mesquita; depois de ter acordado de uma experiência fofa de quase paixão; logo depois de discutir o rumo da música brasileira dos últimos anos e finalmente no meio da minha leitura de vôo: “O Mistério do Samba” não resisti e, sem papel, tive que escrever em letras miúdas na página da bibliografia: Queridos! É hora de tomar as rédeas!
Nesse ano que passou, trabalhei em três escolas e tive 5 alunos particulares, totalizando 356 alunos. Além disso, acompanhei o mestre Sivuquinha em seus forrós pela cidade. Bom, tenho orgulho de dizer que comprei uma moto nova e fiz algumas viagens pagando tudo à vista. Mas, o que eu fiz pela MINHA música? Toquei piano no quarto e pandeiro na escola: a minha música eu escondi...
Com muita propriedade e um tom de saudosismo a Clarisse nos contou do caminhar das noites cariocas e roubou minha alma pelos ouvidos logo antes de terminar com uma frase fatal: Isso não existe mais...
Na fila do show, eu, Nathália Lima e Wanderson Bomfim, discutimos o fazer musical, os grandes movimentos da música brasileira, o curtir o momento e a música em grupo nas casas e bares da vida... No dia seguinte ouvi um trecho de um show do Eudes Carvalho e dei bem nos dedos dele: Se o Brasil ficar mais uma década sem um grande músico a culpa é sua!
Músicos, amigos, irmãos... Em meio a rotinas de praça de alimentação e couvert de buteco, inventemos, em pleno século XXI, tempo de ouvir música!!! Sentar em volta da mesa e terminar o samba que o Alexandre Silva começou em homenagem, ou não, ao Toddynho que eu pedi no Piauí. Tenhamos tempo e disposição não só de montar guigs improvisadas e dar canja no macarrão mas de organizar e comparecer nos churrascos, dormir tarde, levar a viola no saco e falar de música, viver de música, pela música e para ela!
Que nessa geração de dedos velozes e sem alma possamos fazer a diferença e tirar o pé do acelerador! Anco Marcos, amor da minha vida, UnB sábado 8h da madrugada? Você é mais! Eu levei 7 anos para me formar e foi a melhor coisa que eu fiz! Tudo bem, eu sei, nem todo mundo começa a faculdade com 17 anos mas porque esse desespero coletivo de chegar aos 30 fazendo 10mil por mês? Na agonia a gente faz 35 e mal consegue chegar nos 3 mil... Ou então galera, vai lá! Prioriza a facul, lindo! Se forma, passa em um concurso para a EMB e esquece de tudo que ia fazer quando formasse... E o pior de tudo é que deixou de viver, não fez música! Não trouxe cura e alívio para as pessoas e para si mesmo, além de que nunca vai fazer parte de um livro, como esse que guardará de epístola o meu desabafo; que conta de um encontro boêmio entre Pixinguinha, Donga, Patrício Teixeira, Sérgio Buarque de Hollanda, Prudente de Morais Neto, Heitor Villa-Lobos, Gilberto Freyre e Luciano Gallet. Porque quando a história se escreve, ela não tem sentido e nem a menor pretensão de ser. Ela simplesmente é!
Sem muita pretensão acho que acabei fazendo disso um apelo para dizer a todos nós que a hora é agora! E posso afirmar com convicção que o Eudes não vai levar sozinho a culpa se não aparecer pelo menos um Guinga na composição e um Hamilton de Holanda nas levadas, se as cantoras não voltarem a sofrer por amor e os instrumentistas não acompanharem esse sofrimento com o coração na pontinha dos dedos.
Amores, essa nova geração vem com música obrigatória nas escolas, meus pequeninos já conhecem um pouco da história de Beethoven e conhecem Bossa Nova. Esse ano vão conhecer também Chico Buarque, Heitor Villa-Lobos, Nelson Cavaquinho, Ella Fitzgerald e o próprio Guinga entre outros. Sei bem do desafio de competir com a Lady Gaga, Restart e Justin Bieber mas a maior parte de vocês também é educadora e tem sim influência nas escolhas dessas crianças. Precisamos URGENTEMENTE nos voltar à Musa e assumir que, depois de uma geração quase completamente estéril ou simplesmente escondida para si a batata está com a gente e ninguém vai salvar o planeta fechando mil datas no barzinho da esquina.
É, escrever projeto, procurar patrocínio, ocupar os teatros e as ruas dá muito trabalho, mas essa é a maneira de se fazer ouvir e como dizem que quando o assunto são metas falar sobre o assunto é de grande poder, falarei então: Esse ano eu vou trabalhar. Bora???
Morena jan/11
Nesse ano que passou, trabalhei em três escolas e tive 5 alunos particulares, totalizando 356 alunos. Além disso, acompanhei o mestre Sivuquinha em seus forrós pela cidade. Bom, tenho orgulho de dizer que comprei uma moto nova e fiz algumas viagens pagando tudo à vista. Mas, o que eu fiz pela MINHA música? Toquei piano no quarto e pandeiro na escola: a minha música eu escondi...
Com muita propriedade e um tom de saudosismo a Clarisse nos contou do caminhar das noites cariocas e roubou minha alma pelos ouvidos logo antes de terminar com uma frase fatal: Isso não existe mais...
Na fila do show, eu, Nathália Lima e Wanderson Bomfim, discutimos o fazer musical, os grandes movimentos da música brasileira, o curtir o momento e a música em grupo nas casas e bares da vida... No dia seguinte ouvi um trecho de um show do Eudes Carvalho e dei bem nos dedos dele: Se o Brasil ficar mais uma década sem um grande músico a culpa é sua!
Músicos, amigos, irmãos... Em meio a rotinas de praça de alimentação e couvert de buteco, inventemos, em pleno século XXI, tempo de ouvir música!!! Sentar em volta da mesa e terminar o samba que o Alexandre Silva começou em homenagem, ou não, ao Toddynho que eu pedi no Piauí. Tenhamos tempo e disposição não só de montar guigs improvisadas e dar canja no macarrão mas de organizar e comparecer nos churrascos, dormir tarde, levar a viola no saco e falar de música, viver de música, pela música e para ela!
Que nessa geração de dedos velozes e sem alma possamos fazer a diferença e tirar o pé do acelerador! Anco Marcos, amor da minha vida, UnB sábado 8h da madrugada? Você é mais! Eu levei 7 anos para me formar e foi a melhor coisa que eu fiz! Tudo bem, eu sei, nem todo mundo começa a faculdade com 17 anos mas porque esse desespero coletivo de chegar aos 30 fazendo 10mil por mês? Na agonia a gente faz 35 e mal consegue chegar nos 3 mil... Ou então galera, vai lá! Prioriza a facul, lindo! Se forma, passa em um concurso para a EMB e esquece de tudo que ia fazer quando formasse... E o pior de tudo é que deixou de viver, não fez música! Não trouxe cura e alívio para as pessoas e para si mesmo, além de que nunca vai fazer parte de um livro, como esse que guardará de epístola o meu desabafo; que conta de um encontro boêmio entre Pixinguinha, Donga, Patrício Teixeira, Sérgio Buarque de Hollanda, Prudente de Morais Neto, Heitor Villa-Lobos, Gilberto Freyre e Luciano Gallet. Porque quando a história se escreve, ela não tem sentido e nem a menor pretensão de ser. Ela simplesmente é!
Sem muita pretensão acho que acabei fazendo disso um apelo para dizer a todos nós que a hora é agora! E posso afirmar com convicção que o Eudes não vai levar sozinho a culpa se não aparecer pelo menos um Guinga na composição e um Hamilton de Holanda nas levadas, se as cantoras não voltarem a sofrer por amor e os instrumentistas não acompanharem esse sofrimento com o coração na pontinha dos dedos.
Amores, essa nova geração vem com música obrigatória nas escolas, meus pequeninos já conhecem um pouco da história de Beethoven e conhecem Bossa Nova. Esse ano vão conhecer também Chico Buarque, Heitor Villa-Lobos, Nelson Cavaquinho, Ella Fitzgerald e o próprio Guinga entre outros. Sei bem do desafio de competir com a Lady Gaga, Restart e Justin Bieber mas a maior parte de vocês também é educadora e tem sim influência nas escolhas dessas crianças. Precisamos URGENTEMENTE nos voltar à Musa e assumir que, depois de uma geração quase completamente estéril ou simplesmente escondida para si a batata está com a gente e ninguém vai salvar o planeta fechando mil datas no barzinho da esquina.
É, escrever projeto, procurar patrocínio, ocupar os teatros e as ruas dá muito trabalho, mas essa é a maneira de se fazer ouvir e como dizem que quando o assunto são metas falar sobre o assunto é de grande poder, falarei então: Esse ano eu vou trabalhar. Bora???
Morena jan/11
domingo, 16 de janeiro de 2011
Roma
Clarisse Grova e Léo Nogueira
http://www.youtube.com/watch?v=XlucOnOPRks
Sabe porque me desespero?
É porque você não me toma.
Eu não suporto um morto, um Nero
De olhos abertos mas em coma
Sabe, porque você é um zero é que você pra mim não soma
Eu desejava ter um Nero e que pra ele eu fosse Roma
Sabe porque já não te quero?
É porque você não me toma
Não faço parte do seu clero,
Eu falo outro idioma
Saiba você que o amor é com desfrute que se come
Cansei de ver chegar a aurora no afã de saciar a fome
Saiba que quando você chora fica minúsculo seu nome
Não sou escudo nem espora
Sou fogo que não te consome
Só estou livre sendo fera na jaula do meu domador
Olhei pela fresta dessa espera escapuliu o meu amor
http://www.youtube.com/watch?v=XlucOnOPRks
Sabe porque me desespero?
É porque você não me toma.
Eu não suporto um morto, um Nero
De olhos abertos mas em coma
Sabe, porque você é um zero é que você pra mim não soma
Eu desejava ter um Nero e que pra ele eu fosse Roma
Sabe porque já não te quero?
É porque você não me toma
Não faço parte do seu clero,
Eu falo outro idioma
Saiba você que o amor é com desfrute que se come
Cansei de ver chegar a aurora no afã de saciar a fome
Saiba que quando você chora fica minúsculo seu nome
Não sou escudo nem espora
Sou fogo que não te consome
Só estou livre sendo fera na jaula do meu domador
Olhei pela fresta dessa espera escapuliu o meu amor
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Ah Meu samba...
Mais que um estilo de música, o samba é um estilo de vida. No samba quem toca senta junto. Não tem palco nem estrela. É uma roda, sem começo nem fim, símbolo de infinito.
No samba quem não toca canta. Mas canta junto, faz coro, pastorinhas ou faz a voz principal junto com mais um monte de gente. O cantor é a própria roda.
Quem não canta dança! Na ponta do pé ou com o calcanhar no chão o povo faz música com o corpo, com os gestos...
Quem não dança bate palma, batuca no canto da mesa ou fica quietinho escutando, curtindo...
E quando a música acaba,a banda até troca mas o ambiente é o mesmo: quem estava no surdo pega o violão, o outro larga o ganzá e vai tocar pandeiro, quem estava dançando vai batucar na mesa e quem estava só curtindo resolve dançar.
Na roda ninguém é melhor e nem mais importante do que ninguém e cada ovinho é essencial para a cena.
"quem não gosta de samba bom sujeito não é! É ruim da cabeça ou doente do pé..."
Morena - dez/10
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Coração de Músico - letra
Naiara Morena e João Marinho
http://www.youtube.com/watch?v=ki1fag5Q1zM
Vem, deixa eu te contar
O que aconteceu
E você não viu.
Não precisa se afastar,
Fingir que é para não me magoar, não é.
Eu sei, eu sei!
Eu sempre fui metrônomo,
Nem sempre fui cardíaco,
Eu sei, eu sei!
Mas quando te encontrei,
Eu mudei tantas vezes de compasso,
Eu tive medo de acabar em pausa...
Só é possível libertar o tesouro
Rompendo o baú...
Você libertou o meu canto,
Você me machucou tanto
Que precisei me encontrar entre os escombros
E o cofrinho que carregava no peito,
Agora destruído no chão da sala,
Mostrou sua riqueza interior.
Eu nunca mais vou sentir nada,
É esse o preço que se paga pra conhecer a música
Que começa a dominar meus passos...
Eu sei, eu sei!
Eu sempre fui metrônomo,
Nem sempre fui cardíaco,
Eu sei, hoje eu sei
Que só pode tocar,
E dar sua própria alma pra canção
Quem já morreu de amor...
Perdi o medo de acabar em pausa.
http://www.youtube.com/watch?v=ki1fag5Q1zM
Vem, deixa eu te contar
O que aconteceu
E você não viu.
Não precisa se afastar,
Fingir que é para não me magoar, não é.
Eu sei, eu sei!
Eu sempre fui metrônomo,
Nem sempre fui cardíaco,
Eu sei, eu sei!
Mas quando te encontrei,
Eu mudei tantas vezes de compasso,
Eu tive medo de acabar em pausa...
Só é possível libertar o tesouro
Rompendo o baú...
Você libertou o meu canto,
Você me machucou tanto
Que precisei me encontrar entre os escombros
E o cofrinho que carregava no peito,
Agora destruído no chão da sala,
Mostrou sua riqueza interior.
Eu nunca mais vou sentir nada,
É esse o preço que se paga pra conhecer a música
Que começa a dominar meus passos...
Eu sei, eu sei!
Eu sempre fui metrônomo,
Nem sempre fui cardíaco,
Eu sei, hoje eu sei
Que só pode tocar,
E dar sua própria alma pra canção
Quem já morreu de amor...
Perdi o medo de acabar em pausa.
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